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Enviado por admin em 18/08/2011 10:38:28 ( 996 leituras )
Atendendo ao convite da organização do evento, o Escritório de Histórias levou à Feira do Livro de Brasília, no dia 31 de agosto, os autores Dinaldo Domingues e Osias Ribeiro Neves. O bate-papo e a tarde de autógrafos aconteceram no Café Literário, decorado com trechos de poemas de Tiago de Mello.  

Ao sabor do café, quem passou por ali pode descobrir entre um autógrafo e outro que o poeta pernambucano e o contista mineiro têm muito em comum. A música é uma paixão que cultivam desde a adolescência. Dinaldo ganhou de seu pai um trompete, seu primeiro instrumento, aos 13 anos. ‘‘Comecei a tocar em Serra Talhada e, em 1958, me mudei para o Recife, onde integrei orquestras de baile”. Osias recebeu como presente um cavaquinho ao completar 10 anos, mas aprendeu mesmo foi a tocar violão, instrumento que toca ainda hoje. Dinaldo transferiu-se para Brasília, onde deu sequência à carreira de músico, vencendo vários festivais regionais e nacionais. Como muitas vezes compôs também as letras de suas músicas, pegou gosto pela poesia. Osias tinha paixão por escrever antes mesmo de tornar-se compositor. Recebeu vários prêmios regionais e nacionais com sua música, seus poemas e seus contos.  Foi um dos finalistas do “Concurso de Contos Guimarães Rosa”, promovido pela Rádio França Internacional de Paris para os países de língua portuguesa em 1997.

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Dinaldo pôde investir mais na música quando se aposentou. Para se aprimorar na criação de arranjos, entrou para a Escola de Música de Brasília. Nunca abriu mão da companhia dos amigos numa roda de choro e tem três cd’s de chorinho gravados. Em 2008, está terminando as gravações do 4º disco. “Brincando de Poeta foi organizado e publicado em função da insistência dos amigos que queriam ler e reler os versos por vezes escritos em guardanapos de papel nas rodas de choro, em mesas de bar”, explicou.

Autor do livro Leigo Exercício de Leitura da Obra de Carlos Bracher e da biografia A travessia de Maria, Osias só dedicou-se exclusivamente à profissão de escritor quando deixou a empresa em que trabalhou por mais de 20 anos para apostar no sonho. Uma escolha feliz, que trouxe bons frutos. “Em O Exilado da rua Outono reuni 14 contos inéditos, escritos e re-escritos ao longo dos anos. Alguns são ancorados na realidade, em causos que ouvi, mas foram recriados ao serem escritos. Outros são inteiramente inventados”.

Os que estiveram no Café Literário naquela tarde de domingo levaram para casa mais do que dois bons exemplares de literatura brasileira. Levaram o sorriso e a simpatia de dois escritores bons de papo e um gostinho de “quero mais”. Quem sabe na próxima edição da Feira?

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